Não é novidade para ninguém que as novas tecnologias têm sido propulsores importantes em diversos segmentos da nova economia (caracterizada por modelos de negócios disruptivos, sustentabilidade e ênfase em dados e conectividade). Inclusive, o desenvolvimento desse setor só foi possível graças à evolução da tecnologia.
No entanto, o interessante é ver como essa evolução também segue veloz na relação entre os trabalhadores e as empresas atuantes neste novo cenário, como no setor de delivery ou logística. Ou melhor, no meio desse ambiente, repleto de conexões, a tecnologia não é a única protagonista em cena. A participação dos profissionais entregadores começa a ganhar destaque e ocupar um lugar importante nesta equação, afinal é a força motriz do ecossistema, que necessita de atenção, junto à tecnologia, para que este mercado (ainda tão promissor) não pare.
Se olharmos para a área de delivery, por exemplo, só nela há previsão de crescimento de 7,5%, até este ano, de acordo com um estudo recente do Instituto Foodservice Brasil. Há alguns anos, mal dava para imaginar que esse seria um setor em expansão. E o crescimento e as oportunidades são tantas que hoje, por exemplo, os entregadores já conseguem trabalhar para diversas empresas ao mesmo tempo, conectadas às plataformas digitais de entrega. Isso permite aumentar a atuação dos entregadores e, consequentemente, seu rendimento.
Do lado dos consumidores, isso também é positivo, pois as entregas chegam com mais velocidade, por conta destes profissionais. Sem falar nas empresas, já que conseguem ter celeridade e múltiplas opções de fornecedores para realizar as entregas aos seus clientes, que cada vez mais procuram pelo serviço. Existe sincronia e a engrenagem funciona (e muito bem)!
Uma das razões desse crescimento expressivo se deve, provavelmente, à forma como as pessoas enxergam a atuação dos entregadores. Antes muitas vezes vista como algo temporário, mas agora nota-se que a busca por este trabalho é diferente, há orgulho, há interesse em ser entregador, em trabalhar com isso de forma fixa. Este papel ganhou corpo durante a pandemia, foi fundamental para toda sociedade e, por isso, assim como tantas outras profissões, é essencial para a economia não parar.
No final das contas, toda essa revolução - que antes tinha atenção voltada apenas para tecnologia e mudança de comportamento da sociedade (com a busca intensa pelo serviço de delivery) - tem começado a destacar outro pilar fundamental: a segurança dos profissionais, uma vez que são parte essencial do mercado, como já falado.
Quando falamos de "segurança", não é só sobre proteger as encomendas, mas ir além e entender as necessidades dos atuais protagonistas do mercado. É saber como cuidar dos entregadores para que estejam com a saúde em dia, com a cabeça tranquila, e com apoio financeiro, e que assim possam atuar sem preocupação.
É crucial que esses entregadores possam encarar o futuro de forma mais estável, tendo maior previsibilidade financeira com uma renda assegurada, por exemplo, suporte em saúde, tendo a possibilidade de ir a hospitais da rede pública e privada, e poder sair de casa sabendo que possui uma rede de apoio ampla. Esses fatores, possibilitam o fortalecimento das conexões e permitem que todos nesse cenário tenham um futuro seguro, com todos os cuidados necessários.
Com tantas oportunidades surgindo neste setor e com a importância do papel do entregador (agora melhor percebida), na sua opinião, o que ainda pode ser feito para poder fortalecer esse pilar na nova economia?